Histórico

A Etec Aristóteles Ferreira, uma das unidades do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETEPS), iniciou suas atividades em 1969.
Mas a sua história começa bem antes, uma vez que se originou em decorrência da ampliação do prédio da EE Dona Escolástica Rosa.

Idealizado por João Octávio dos Santos, o Instituto Dona Escolástica Rosa foi inaugurado em 1º de janeiro de 1908. O objetivo dessa instituição era abrigar meninos pobres, preferencialmente órfãos da cidade de Santos e garantir a eles educação geral e uma profissão.

João Octávio dos Santos era filho bastardo de uma ex-escrava do Conselheiro João Octávio Nébias, que o batizou e o apoiou nas primeiras letras e nos negócios. Inteligente,e de grande visão para o comércio, o jovem mulato acabou por acumular uma grande fortuna.

No fim de sua vida, solteiro e sem herdeiros diretos, dividiu os seus bens entre a Santa Casa de Misericórdia de Santos e o Instituto Dona Escolástica Rosa, que seria construído de acordo com os seus desejos deixados em testamento e cujo nome homenagearia sua mãe.

A Santa Casa de Misericórdia manteve o Instituto Escolástica Rosa durante vinte e cinco anos, ou seja, até fins de 1933. A partir dessa data, sob a alegação de que não estava mais conseguindo mantê-lo, firmou um convênio por um período de cinqüenta anos com o Governo do Estado (Decreto Estadual n° 6.222 – 18/12/1933), que passou a ser responsável pelo ensino da recém-instalada Escola Profissional Mista “Dona Escolástica Rosa”.

Para essa transferência influenciou, provavelmente, a crise de 1930, pois a Irmandade
vivia momentos difíceis, afetados em suas finanças pela perda da subvenção especial, advinda do imposto alfandegário e que o Governo de 30 cortara por medida de economia.

A partir de 1934, sob a responsabilidade do Governo do Estado, a escola sofreu mudanças, tanto físicas como estruturais. A sua meta era formar o trabalhador para atender as demandas sociais, ou seja, preparar e treinar o operário nos princípios “tayloristas” da produção.

A cidade de Santos continuava, certamente, pulsando em torno do porto, mas também uma infinidade de empresas, órgãos de classe e instituições surgiam em decorrência
das atividades portuárias. A clientela do Instituto foi ampliada: além dos internos,
foram admitidos alunos externos de toda a região, inclusive mulheres.

A partir da década de 50, com a conclusão da Via Anchieta e a implantação de um Pólo Petroquímico e um Parque Siderúrgico em Cubatão, a Baixada Santista passou por grandes transformações econômicas, demandando outros tipos de formação
profissional específica.

Nesse contexto foram iniciadas as obras de ampliação do antigo Instituto, com a construção de 7000 metros quadrados de área, durante o governo de Carvalho Pinto.

O prédio, no entanto, ficou paralisado por cinco anos, sendo retomado em 1967 pelo governador Abreu Sodré e concluído em 1969. As novas dependências da escola incluíam salas de aula, laboratórios, oficinas, anfiteatro, refeitório e todo um bloco reservado à administração.

A inauguração desse espaço ocorreu em 28 de novembro de 1969 e nele se instalou o Colégio Técnico Industrial "João Octávio dos Santos". Em 1976, com o Projeto de Redistribuição da Rede Física, incorporou-se à EESG "Dona Escolástica Rosa",formando uma única unidade e seu patronímico foi remanejado para outra escolaestadual do município de Santos.

Em 1978, por força do Decreto 11.181, desmembrou-se da EESG "Dona Escolástica Rosa", passando a funcionar como unidade autônoma - a EESG do Bairro Aparecida.
Dois anos depois, com o Decreto 14.693, de 22/01/1980, passou a ser chamada EESG "Aristóteles Ferreira", em homenagem a um vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Santos.

Quanto à edificação, o governo do Estado ganhou a sua posse definitiva em 1984, após uma ação judicial contra a Santa Casa, em razão de dívidas contraídas junto ao mesmo.

Já o prédio da EE "Dona Escolástica Rosa" pertence ainda à Santa Casa de Santos e é locado pelo Governo do Estado.

O internato do velho Instituto foi desativado no início da década de oitenta, sendo hoje o lugar ocupado pela Faculdade de Tecnologia (FATEC) da Baixada Santista.

A partir de 1991, pelo Decreto n° 34.032/91, a Escola “Aristóteles Ferreira” foi transferida da Secretaria da Educação para a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico e em 1994 tornou-se uma das unidades do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza – CEETEPS, que possui um conjunto de cento e oito escolas técnicas (Etecs) espalhadas por oitenta e um municípios paulistas e várias faculdades de Tecnologia (FATECs).

A Etec Aristóteles Ferreira conta atualmente com mais de mil e quinhentos alunos e oferece cursos de Eletrônica, Eletrotécnica, Mecânica, Edificações, Turismo, Informática, Iformática para Internet, Desenho de Construção Civil e Telecomunicações, além do Ensino Médio, reconhecido na região como um dos melhores na esfera pública.

ETEC - Aristóteles Ferreira ©2009 - Todos os direitos reservados - Multisei